Melasma e Laser

Assunto super polêmico: laser no melasma, pode ou não pode?
A maioria dos aparelhos a laser funciona através do disparo de um feixe que aquece um alvo específico na pele, para sua eliminação. Para cada tipo de tratamento, usamos um tipo de laser que tem um alvo determinado (laser para vasos, laser para manchas, laser para estimular colágeno, etc). O que todos eles tem em comum é a produção de calor na pele e é aí que mora o problema com o melasma.
Inicialmente, um laser que tem como alvo aquecer e destruir o pigmento, pode produzir um importante clareamento do melasma. No entanto, como no melasma temos melanócitos (células produtoras de pigmento) doentes e extremamente sensíveis, o calor provocado pelo laser pode ocasionar uma ativação secundária dos melanócitos, estimulando novamente a produção de pigmento e levando ao retorno das manchas, às vezes de forma pior do que antes do tratamento. Essa piora é chamada de efeito rebote.
Mas atenção! Isso não significa que o laser nunca deva ser considerado como opção de tratamento para o melasma.
Para casos resistentes e de difícil tratamento, hoje em dia já existem tipos de laser cujo mecanismo de ação não é produzir calor na pele, mas sim uma vibração suficiente para quebrar os pigmentos. Assim, surgiram opções de tratamento a laser para o melasma mais seguros e eficientes que os aparelhos mais comuns. Mesmo nesses casos, o tratamento deve obedecer protocolos de preparo da pele e cuidados rigorosos no pós procedimento para garantir que o efeito rebote não aconteça.
Dra Ivana Garcia